A precariedade do social e as gramáticas de existência da adolescência transgressora

Autori

DOI:

https://doi.org/10.5212/PraxEduc.v.21.26272.071

Abstract

Este artigo analisa a precariedade do social como matriz histórica, política e subjetiva das trajetórias de adolescentes em conflito com a lei no Brasil. Parte-se de uma leitura genealógica das políticas de atendimento à infância e à adolescência, do Código de Menores ao Estatuto da Criança e do Adolescente, evidenciando permanências punitivistas sob a retórica da proteção. Problematiza-se a realidade social, racial e econômica que marca os percursos de criminalização precoce de adolescentes pobres e negros. Com foco no sistema socioeducativo do Rio de Janeiro, interroga-se a distância entre os marcos legais e a experiência concreta da internação. O percurso metodológico fundamenta-se em um olhar psicanalítico e interdisciplinar, a partir de rodas de escuta com adolescentes privados de liberdade. Os achados apontam desamparo, esvaziamento subjetivo, sofrimento psíquico intenso e fragilização da simbolização. Argumenta-se que a transgressão constitui resposta subjetiva inscrita em contextos de exclusão estrutural e defende-se a centralidade da escuta clínica e ética.

Palavras-chave: Precariedade social. Adolescência transgressora. Socioeducação.

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Biografia autore

  • Pâmela Esteves, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

    Professora e pesquisadora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), no Programa de Pós-Graduação em Educação, Comunicação e Cultura (PPGECC), da Faculdade de Educação da Baixada Fluminense (FEBF).

Pubblicato

2026-08-20

Fascicolo

Sezione

Artigos

Come citare

A precariedade do social e as gramáticas de existência da adolescência transgressora. Práxis Educativa, [S. l.], v. 21, p. 1–19, 2026. DOI: 10.5212/PraxEduc.v.21.26272.071. Disponível em: https://revistas.uepg.br/index.php/praxiseducativa/article/view/26272. Acesso em: 21 ago. 2026.