A paralisia do saber docente: como a inteligência artificial reforça a experiência primeira e restringe a criatividade no contexto da datificação

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DOI:

https://doi.org/10.5212/PraxEduc.v.21.26167.030

Resumo

Este trabalho, fundamentado na epistemologia de Gaston Bachelard, analisa o uso da Inteligência Artificial Generativa (IAGen) na educação. Essa tecnologia não é compreendida como uma ferramenta neutra, mas como uma racionalidade algorítmica probabilística que funciona por meio de raciocínio implícito e predição estatística, a qual automatiza obstáculos epistemológicos. Argumenta-se que, na área educacional, o desafio reside na interação com essa tecnologia, muitas vezes realizada de forma acrítica, pois ela tende a reforçar experiências primeiras, como opiniões pessoais, além de aspectos ligados ao animismo e ao substancialismo. Tais obstáculos acabam sendo internalizados e dificultam a inovação pedagógica, podendo até paralisar novas iniciativas. Ademais, essa dinâmica contribui para uma lógica de datificação, na qual as interações sociais e os processos de ensino e aprendizagem são transformados em dados numéricos para análise e gestão. Esse cenário compromete o trabalho do professor, restringe a sua autonomia pedagógica e reduz as atividades educativas à execução técnica.

Palavras-chave: Inteligência Artificial Generativa. Obstáculos epistemológicos e didáticos. Racionalidade algorítmica.

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Biografia do Autor

  • Vera Rejane Niedersberg Schuhmacher, Universidade do Sul de Santa Catarina

    Doutora em Educação Científica e Tecnológica. Professora da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul) –Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE), Tubarão, Santa Catarina.

  • Elcio Schuhmacher, Universidade Regional de Blumenau

    Doutor em Química. Professor da Universidade Regional de Blumenau (FURB) – Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências Naturais e Matemática (PPGECIM), Blumenau, Santa Catarina.

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Publicado

2026-06-23

Edição

Seção

Dossiê: Ética e Integridade, Inteligência Artificial, Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) e desinformação nas pesquisas em Humanidades

Como Citar

A paralisia do saber docente: como a inteligência artificial reforça a experiência primeira e restringe a criatividade no contexto da datificação. Práxis Educativa, [S. l.], v. 21, p. 1–18, 2026. DOI: 10.5212/PraxEduc.v.21.26167.030. Disponível em: https://revistas.uepg.br/index.php/praxiseducativa/article/view/26167. Acesso em: 26 jun. 2026.