A universidade pública brasileira entre a ruptura e a permanência: o resgate da crítica histórica de Álvaro Vieira Pinto como horizonte de soberania (1961-2026)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5212/PraxEduc.v.21.25650.007

Resumo

Este estudo analisa a trajetória da universidade pública brasileira, objetivando investigar o hiato entre o projeto reformista de 1962 e os impasses institucionais de 2026. A metodologia fundamenta-se na História das Ideias, sob uma perspectiva dialética, tomando como eixo central a obra de Álvaro Vieira Pinto. A pesquisa resgata a denúncia do autor contra a universidade “alienada e alienadora”, que atua como mecanismo de reprodução de elites e “montadora” de saberes exógenos. Os resultados demonstram que o silenciamento dessa crítica favoreceu a consolidação de um modelo universitário heterônomo, atualmente agravado pela precarização tecnológica e pela Inteligência Artificial. Conclui-se que a superação da crise educacional brasileira exige o resgate da autonomia intelectual e o protagonismo das massas populares, condições que Vieira Pinto aponta como indispensáveis na construção de um projeto de soberania nacional no século XXI.

Palavras-chave: Álvaro Vieira Pinto. Universidade pública. Soberania nacional.

Biografia do Autor

  • Elaine Constant Pereira de Souza, Universidade Federal do Rio de Janeiro

    Professora Associada da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas e Direitos Humanos (PPDH) do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da UFRJ. Doutora em Políticas Públicas e Formação Humana.

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Publicado

2026-02-20

Como Citar

A universidade pública brasileira entre a ruptura e a permanência: o resgate da crítica histórica de Álvaro Vieira Pinto como horizonte de soberania (1961-2026). Práxis Educativa, [S. l.], v. 21, p. 1–20, 2026. DOI: 10.5212/PraxEduc.v.21.25650.007. Disponível em: https://revistas.uepg.br/index.php/praxiseducativa/article/view/25650. Acesso em: 29 abr. 2026.