Pescadores, hidroelétricas e novos ordenamentos territoriais dos rios amazônicos

Authors

Keywords:

Pescadores, Território, Hidroelétricas

Abstract

 As hidroelétricas representam um dos maiores desafios às comunidades tradicionais ribeirinhas, principalmente quando essas barragens produzem um novo ordenamento territorial dos rios amazônicos. O texto analisa três situações que envolvem pescadores artesanais e a construção, planejamento e operação de hidroelétricas na Amazônia, localizadas nas cidades de Porto Velho (Rondônia), Tucuruí (Pará) e Caracaraí (Roraima). A metodologia qualitativa ateve-se a trabalhos de campo, consulta a referenciais teóricos e sistematizações referentes às problemáticas vivenciadas pelas comunidades de pescadores. Conclui-se que o ordenamento dos rios amazônicos busca impor uma invisibilidade programada aos pescadores e suas comunidades, desconstruindo territórios de vivências culturais para afirmar territórios de mercantilização do capital hidroelétrico. As hidroelétricas continuam a se instalar, mapeando as potencialidades energéticas em territórios tradicionais/culturais definidos nos zoneamentos da Amazônia. A segurança outrora garantida na lei acerca dos territórios das comunidades tradicionais passa agora por uma revisão das áreas protegidas, apontando uma agenda de conflitos socioterritoriais Amazônia brasileira.

Author Biographies

  • LUIS AUGUSTO PEREIRA LIMA, Federal University of Rondônia

    Doutorando em Geografia pelo Programa de Pós-Graduação em Geografia (PPGG) - Universidade Federal de Rondônia (UNIR) - Bolsista Capes/LAGET-GTGA/PNCSA. E-mail: aplluis@yahoo.com.br

  • RICARDO GILSON DA COSTA SILVA, Federal University of Rondônia
    Departamento e Programa de Pós-Graduação em Geografia (PPGG) e Direitos Humanos e Desenvolvimento da Justiça (DHJUS) da UNIR.

Published

2019-09-21

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Section

Articles

How to Cite

Pescadores, hidroelétricas e novos ordenamentos territoriais dos rios amazônicos. Terr@ Plural, [S. l.], v. 13, n. 2, p. 361–374, 2019. Disponível em: https://revistas.uepg.br/index.php/tp/article/view/10876. Acesso em: 30 apr. 2026.