HÁ EM ALENCAR UM SOCIÓLOGO IMPLÍCITO ALGUMAS PROBLEMATIZAÇÕES DAS QUESTÕES DE GÊNERO DO SÉCULO XIX EM SENHORA

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Resumo

Antônio Candido, no seu Formação da literatura brasileira (2013), afirma que “há em Alencar um sociólogo implícito”, já que, em grande parte dos seus romances em que se realizam temas profundos, a narrativa ganha força por causa do desnivelamento econômico entre as personagens apresentadas, afetando, inclusive, as relações de afetividade dessas personagens. Em Senhora (1875), um dos romances com tratamento de tais temas, Alencar leva o conflito ao máximo de tensão entre os protagonistas e, diferentemente de outros romances românticos, deixa-os em pé de igualdade. Busca-se, assim, discutir como José de Alencar observa e discute as relações de gênero de seu tempo e tecendo críticas aos costumes de sua época, sobretudo no que tange o tão comum casamento por interesse no século XIX. Deste modo, o presente artigo pretende, pautado pelas ideias de autores como Candido (2013); Freyre (1996); Bosi (2006), discorrer sobre as subversões das relações de gênero dos 1800 através da construção de Aurélia, protagonista de Senhora, que tem na consciência das suas ações frente a sociedade fluminense o núcleo motriz da narrativa

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Publicado

2022-12-05

Como Citar

SOARES, T. F. HÁ EM ALENCAR UM SOCIÓLOGO IMPLÍCITO ALGUMAS PROBLEMATIZAÇÕES DAS QUESTÕES DE GÊNERO DO SÉCULO XIX EM SENHORA. Muitas Vozes, [S. l.], v. 11, 2022. Disponível em: https://revistas.uepg.br/index.php/muitasvozes/article/view/20749. Acesso em: 9 fev. 2023.

Edição

Seção

Dossiê Escrever o século XIX