Autonarrativas docentes: cartografia de transformações autopoiéticas no território escolar
DOI:
https://doi.org/10.5212/PraxEduc.v.21.26183.069Abstract
Este artigo apresenta resultados de uma pesquisa cartográfica cuja base teórica articulou conceitos da Biologia do Conhecer de Maturana e Varela (2001) e da Biologia Cultural de Maturana Romesín e Dávila Yáñez (2015). Para realizar os acompanhamentos cartográficos, a pesquisa recorreu a conversações e escritas autonarrativas, acompanhando duas professoras atuantes na Educação Básica. A partir desses acompanhamentos, o estudo propõe o mal-estar docente como desencadeador de perturbação/ruído e, consequentemente, de transformações autopoiéticas. A análise cartográfica dos processos acompanhados revelou o acolhimento e a inteireza do ser como emergências centrais, compreendendo o mal-estar como ruído complexificador. O acolhimento é conceituado como parte constituinte do viver relacional do ser humano, que requer a presença dos seres que estão em acoplamento, reconhecendo um ao outro como legítimo outro na convivência, em inteireza e abertura para que o viver possa emergir como uma cocriação baseada em respeito mútuo e aceitação. A inteireza do sujeito é compreendida como ponto de partida para a atuação no contexto contemporâneo.
Palavras-chave: Cartografia. Matriz biológica cultural. Mal-estar docente.
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