Ensino remoto para alunos surdos em tempos de pandemia

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5212/PraxEduc.v.15.15476.071

Resumo

Desde o surto da Covid-19 no Brasil, mudanças ocorreram no enfrentamento à pandemia, e o isolamento social foi um deles. Na educação, a iniciativa implementada no Estado do Paraná foi o ensino remoto, a mostrar preocupações da comunidade escolar quanto ao processo de ensino e aprendizagem dos surdos. Nessa escolarização, as inquietações latentes induziram a um estudo pontual e exploratório de forma remota, a cinco professores, três alunos e uma pedagoga de escola de educação bilíngue, a empregar três questionários distintos, com seis questões cada e entrevista oral. Os resultados, subsidiados pelas teorias Histórico-Cultural e Dialogismo em linguagem, demonstram: a) o ensino remoto é um desafio na preparação de aulas; b) alguns alunos vulneráveis economicamente não acessam atividades remotas; c) alunos sem auxílio parental para os estudos; d) dificuldades de compreensão e interpretação dos enunciados; e) sem contato social escolar, o isolamento afeta o desenvolvimento linguístico e social dos surdos.

Palavras-chave: Surdo. Ensino remoto. Desenvolvimento.

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Biografia do Autor

  • Elsa Midori Shimazaki, Universidade Estadual de Maringá

    Mestre em Educação pela Universidade Estadual de Campinas; Doutora em Educação pela Universidade de São Paulo. Atua no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Estadual de Maringá. Faz parte dos grupos de pesquisa O Ensino e Inclusão de Pessoas com Deficiência e Aprendizagem e Desenvolvimento Escolar e é líder do grupo de pesquisa Educação, Linguagem e Letramento. Atua nas áreas de Educação Especial; Educação Matemática, Leitura e Escrita, Alfabetização e Formação de professores. Realizou estágio de pós-doutorado no Programa e Pós-Graduação em Letras da Universidade Estadual de Maringá.

  • Renilson José Menegassi, Universidade Estadual de Maringá

    Mestrado em Linguística na Universidade Federal de Santa Catarina. Doutorado em Letras, realizado na Universidade Estadual Júlio de Mesquita Filho (UNESP-Assis). Pós-Doutorado em Linguística Aplicada foi realizado na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Atua nas linhas de pesquisa Ensino e Aprendizagem de Línguas, enfatizando-se a leitura e a escrita em situação de ensino, e Formação do Professor de Línguas, investigando a constituição da escrita na formação inicial e continuada. Atua na graduação em Letras da Universidade Estadual de Maringá e no Programa de Pós-Graduação em Letras da mesma instituição, nos cursos de Mestrado e Doutorado, assim como na supervisão de Pós-Doutorado. Foi, também, membro do Comitê Assessor de Linguística e Letras da Fundação Araucária, no estado do Paraná, com vários projetos financiados e bolsista de Produtividade em Pesquisa pela mesma Fundação.

  • Dinéia Ghizzo Neto Fellini, Universidade Federal da Integração Latino-Americana - UNILA/ Universidade Estadual de Maringá -UEM

    Doutoranda em Educação pela Universidade Estadual de Maringá - UEM (2019 - 2022). Mestra em Educação pela UEM (2011-2013). Atualmente é Professora Assistente de LIBRAS pela Universidade Federal da Integração Latino-Americana. Atua principalmente nas seguintes áreas: Educação (Fundamentos da Educação; Metodologia Cientifica), Educação Física (Fundamentos da Educação Física;Educação Física Escolar) , Educação Especial ( Fundamentos da Educação Especial, AH/SD, Surdez, DI, DF) e LIBRAS - Língua Brasileira de Sinais. Formada Tradutora Intérprete de Língua de Sinais - TILS, pela Secretaria de Estado da Educação do Paraná (2005).

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Publicado

2020-06-30

Edição

Seção

Seção Temática: Adiando o fim da escola

Como Citar

Ensino remoto para alunos surdos em tempos de pandemia. Práxis Educativa, [S. l.], v. 15, p. 1–17, 2020. DOI: 10.5212/PraxEduc.v.15.15476.071. Disponível em: https://revistas.uepg.br/index.php/praxiseducativa/article/view/15476. Acesso em: 21 maio. 2026.

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