"Meu Egbé Governado por Mulher, Iyá Nassô é rainha do Candomblé!”. Análise da narrativa do Livro Abre-alas do GRES Unidos de Padre Miguel de 2025
DOI:
https://doi.org/10.5212/RIF.v.23.i51.0006Resumen
El presente artículo analiza la narrativa del enredo “Egbé Iyá Nassô”, presentado por la Unidos de Padre Miguel (UPM) en el Carnaval de 2025, a la luz de la metodología de análisis narrativo de Luiz Gonzaga Motta (2013) y Silva (2024). Centrándose en los niveles del argumento, los episodios y la centralidad del personaje, el objetivo principal es comprender de qué manera la escuela de samba construye, mediante el lenguaje simbólico y estético del carnaval, una narrativa carnavalesca que rescata y celebra la figura de Iyá Nassô, sacerdotisa fundadora del Ilê Axé Iyá Nassô Oká, como eje central de la historia y símbolo de la resistencia femenina negra. Los resultados indican que la narrativa trasciende el relato biográfico, convirtiendo a Iyá Nassô en un emblema de ancestralidad, identidad y continuidad de la diáspora africana. El enredo moviliza los arquetipos de la madre fundadora y de la guardiana de la tradición, revelando el carnaval como un territorio de memoria, resistencia y producción de sentido colectivo. Se concluye que, mediante la metodología narrativa, el desfile se configura como un acto de comunicación cultural y política, reafirmando el poder de las escuelas de samba como agentes de preservación y reinvención de la ancestralidad afrobrasileña.
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