Málúù Dúddú: a toada de boi que virou um fenômeno Folkmidiático na internet
DOI:
https://doi.org/10.5212/RIF.v.23.i51.0008Resumo
Além de reforçar e defender o conhecimento tradicional e a riqueza cultural dos povos amazônicos por meio do seu enredo escrito e cênico, o festival de Boi-Bumbá de Parintins apresenta ao público uma diversidade de linguagens (imagens e símbolos) representativos da ribeirinidade e ancestralidade amazônica. Tudo isso é transformado em espetáculo artístico para contemplação do público presente e ausente, pois o festival popular de Parintins virou um produto mercadológico, que chamaremos aqui de Folkmidiático, a partir dos pressupostos teóricos da Folkcomunicação. Todos esses elementos são pistas comunicacionais que o festival utiliza para que todos possam captar (ou até se transportar) à essência da cultura amazônica. Naturalmente, o boi de pano é o maior ícone da festa e anfitrião do espetáculo, mas o maior elo comunicacional entre todos esses signos de linguagem é a toada de boi, ritmo genuinamente amazonense criado para conduzir e definir a temperatura da festa de Boi-Bumbá. Destacamos neste artigo a toada Málúù Dúddú, do Boi Caprichoso, que em 2024 ganhou um notável protagonismo durante e após o festival, viralizando (como um fenômeno folkmidiático) na internet com o recorde de mais de 1 milhão de acessos em apenas quatro meses. Para apresentarmos o potencial simbólico (artístico e social) desta toada, utilizamos nesta breve incursão qualitativa, a perspectiva folkcomunicacional e o método da Análise do Discurso (à luz de Michail Bakhtin), considerando ainda a visão do compositor, por meio de entrevistas em profundidade.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença

Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.
Os autores são responsáveis, em qualquer que seja o formato do texto, pelas opiniões expressas ou indiretas presentes em seus respectivos trabalhos, não endossáveis pelo Conselho Editorial e pelos editores da Revista, bem como pela autenticidade do trabalho. Ao publicar trabalhos na Revista Internacional de Folkcomunicação, os autores cedem automaticamente os direitos autorais à publicação para veiculação das produções acadêmicas, sem ônus para a Revista. Os autores detêm os direitos autorais do texto para o caso de publicações posteriores e concedem à Revista Internacional de Folkcomunicação o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Creative Commons Attribution License, que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta Revista. Por serem publicados em revista de acesso livre, os artigos são de uso gratuito, com atribuições próprias, em atividades educacionais e não-comerciais, sendo permitida a publicação simultânea em repositórios institucionais.




















