Crianças (im)possíveis: narrativas e memórias LGBTI da infância e da escola
DOI:
https://doi.org/10.5212/PraxEduc.v.21.26262.027Abstract
Esta pesquisa tem como objetivo evidenciar e tensionar colonialidades do ser e do saber relacionadas a gênero, sexualidade, suas operações e interseccionalidades em narrativas e memórias autobiográficas de infâncias e escolarizações de pessoas Lésbicas, Gays, Bissexuais, Trans, Travestis e Intersexo (LGBTI). Problematiza-se: como crianças rememoradas por adultos LGBTI resistiram a colonialidades sobre (seus) corpos, afetos e (r)existências dissidentes na infância e na escola? Para isso, o estudo dialoga com seis convidados, Giorgia Prates, Toni Reis, Nick Nagari, Pedro Jorge, Alícia Kruger e Amiel Vieira, que compartilham memórias (super)poderosas analisadas em perspectiva interseccional no movimento (po)ético-teórico-metodológico da Baitolagem. Apoiado em teorizações (de)coloniais, (trans)feministas, étnico-raciais e da Sociologia da Infância, o estudo evidencia experiências marcadas por processos de racialização, generificação, sexualização e (a)normalização de corpos e afetos, ancorados no adultocentrismo, bem como os modos pelos quais tensionaram pretensas normativas (coloniais) por meio de resistências e pintosidades verbais, simbólicas e desobedientes.
Palavras-chave: Infância. Gênero. Interseccionalidade.
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