Os “mundos faxinalenses” da floresta com araucária do Paraná: racionalidades duais em comunidades tradicionais

Autores

  • Cicilian Luiza Löwen Sahr UEPG

Resumo

A diversidade de povos e comunidades tradicionais vem ganhando mais visibilidade no cenário nacional do Brasil. As comunidades indígenas e quilombolas foram aquelas com maior foco durante muito tempo, todavia, atualmente outros povos e comunidades tradicionais vem ganhando projeção, como é o caso dos faxinalenses das Florestas com Araucária do Paraná. Tomando como exemplo referencial os faxinais paranaenses, procura-se entender, nesta pesquisa, de que forma as populações tradicionais se inserem no espaço social brasileiro. Para tanto, busca-se apoio, entre outras, nas reflexões teóricas propostas por Tönnies, Weber e Giddens sobre a relação entre comunidade e sociedade. Observa-se que, de um lado, as comunidades mantêm fragmentos das tradições do passado, mas de outro, revelam adaptações flexíveis a processos externos e modernizadores. Conclui-se, portanto, que os povos e as comunidades tradicionais mantêm paralelamente, mas também contraditoriamente, valores nos quais, de um lado, interagem com as condições externas da economia e da ecologia, e de outro, produzem expressões culturais em processos de individualização. Desta forma, o tradicionalismo é individualizante para o grupo, mas como estrutura social adapta a comunidade ao contexto da sociedade moderna.

Biografia do Autor

Cicilian Luiza Löwen Sahr, UEPG

Licenciada e Bacharel em Geografia. Doutora em Geografia Humana. Professora do PPGG da UEPG.

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Como Citar

SAHR, C. L. L. Os “mundos faxinalenses” da floresta com araucária do Paraná: racionalidades duais em comunidades tradicionais. Terr@ Plural, [S. l.], v. 2, n. 2, p. 213–226, 2009. Disponível em: https://revistas.uepg.br/index.php/tp/article/view/1175. Acesso em: 17 ago. 2022.

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Artigos