Territórios simbólicos e de resistência na cidade: grafias da pichação e do grafite

Autores

  • Marcos Leandro Mondardo Universidade Federal da Grande Dourados
  • Jones Dari Goettert Universidade Federal da Grande Dourados

Resumo

Este artigo investiga grafites e pichações enquanto demarcadores de territórios de resistência nas cidades. Parte de uma discussão conceitual sobre o que significa grafite e pichação e, em especial, sua inter-relação com a geografia através do conceito de território e seu desdobramento em manifestações simbólicas/culturais e de resistência. Metodologicamente, analisamos algumas fotos tiradas em cidades do Brasil e do Paraguai, buscando pensá-las como grafias da contra-oficialidade, da contra-formalidade, da contra-padronização em muros e linhas retas, e da contra-hegemonia. Nessa direção, sugerimos o grafite e a pichação enquanto marcas e expressões culturais político-simbólicas que podem também ser de contra-poder, de resistência à ordem estabelecida pelos governos e/ou atores hegemônicos da cidade. É imprescindível compreender nos “discursos” grafados na cidade, que o território também pode ser construído como parte da cena simbólica e de contra-poder de sujeitos e/ou grupos que se opõem a “sociedade” dos muros brancos e das cercas de choque.

Biografia do Autor

Marcos Leandro Mondardo, Universidade Federal da Grande Dourados

Mestrando em Geografia pela Universidade Federal da Grande Dourados.

Jones Dari Goettert, Universidade Federal da Grande Dourados

Professor Doutor do Departamento de Geografia da Universidade Federal da Grande Dourados

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Como Citar

MONDARDO, M. L.; GOETTERT, J. D. Territórios simbólicos e de resistência na cidade: grafias da pichação e do grafite. Terr@ Plural, [S. l.], v. 2, n. 2, p. 293–308, 2009. Disponível em: https://revistas.uepg.br/index.php/tp/article/view/1181. Acesso em: 27 nov. 2022.

Edição

Seção

Artigos