O distrito e a rede urbana: percepções a partir do caso do distrito de Cipolândia, Aquidauana/ Mato Grosso do Sul, Brasil

Autores

Palavras-chave:

Acessibilidade, Sistema viário, Funções urbanas

Resumo

É de consenso geral reconhecer as dificuldades de acessibilidade da população aos serviços urbanos disponíveis. Ao se reportar às áreas rurais, a acessibilidade torna-se mais dificultosa. Este artigo tem como objetivo analisar a acessibilidade dos moradores do distrito rural de Cipolândia, localizado no município de Aquidauana/MS, aos serviços urbanos disponíveis na rede urbana regional. Trata-se de uma pesquisa descritiva, quali-quantitativa, que se apoia inicialmente em referências bibliográficas e documentais, e em pesquisa de campo por meio da observação direta e da aplicação de formulários. Como resultados, destacam-se que a sede do distrito, ainda que no desempenho das funções urbanas mais básicas, possui equipamentos e serviços que proporcionam um primeiro contato de seus moradores com a rede urbana regional, embora com flagrantes limitações. A cidade de Aquidauana é o principal centro urbano para o acesso à rede urbana, tendo, assim, maior influência sobre os moradores do distrito de Cipolândia, sobretudo para a satisfação dos bens e serviços mais elementares como a realização de compras e serviços bancários. Contudo, quando a busca está relacionada a serviços que requerem maior especialização, a Capital Regional, Campo Grande, é a que exerce maior influência, atraindo maior parte dos deslocamentos. No geral, o acesso à rede urbana é facilitado no sentido à cidade de Aquidauana, pelas boas condições da rodovia MS-345, enquanto para o acesso à Campo Grande, o sistema viário apresenta piores condições de trafegabilidade.

Referências

Abramovay, R. (2000). Funções e medidas da ruralidade no desenvolvimento contemporâneo. (IPEA Texto para Discussão 702). Recuperado em 01 agosto, 2018, de: https://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/TDs/td_0702.pdf.
Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos – AGESUL. (2018). Sistema Rodoviário do Estado de Mato Grosso do Sul. Recuperado em 30 maio, 2019, de http://www.agesul.ms.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/SRE_2018.pdf.
Antunes, M. V. M., & Hespanhol, R. A. M. (2018). Os distritos municipais no Brasil: uma leitura geográfica a partir de Jamaica e Jaciporã, município de Dracena (São Paulo/Brasil). Revista Geo UERJ, (32), 1-32. Recuperado em 07 fevereiro, 2019, de https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/geouerj/article/view/24942/24747 doi: 10.12957/geouerj.2018.24942
Babbie, E. (1999). Métodos de Pesquisas de Survey. Belo Horizonte: Ed. UFMG.
Cervo, A. L., & Bervian, P. A. (1983). Metodologia científica: para uso dos estudantes universitários. (3a ed.) São Paulo: McGraw-Hill.
Conte, C. H. (2014). Rede urbana: uma breve abordagem teórica. Revista GeoAtos, Presidente Prudente, 1(14), 76-93. Recuperado em 05 maio, 2020, de https://revista.fct.unesp.br/index.php/geografiaematos/article/view/2625. doi.org/10.35416/geoatos.v1i14.2625
Cortês, C. P. (2006, junho). As atividades rurais como fomentadoras de fluxos e o deslocamento da população rural no município de Sumidouro-RJ. Anais do Encontro de Grupos de Pesquisa, Uberlândia, MG, Brasil, 2.
Corrêa, R. L. (2018). Caminhos Paralelos e Entrecruzados. São Paulo: Editora Unesp.
Corrêa, R. L. (2000). Rede Urbana e Formação Espacial – Uma reflexão considerando o Brasil. Revista Território, 5(8), 121-129. Recuperado em 02 março, 2020, de: http://www.laget.eco.br/pdf/08_5_lobato.pdf.
Costa, M. M. (2018). Efeito do uso do Latossolo Vermelho-Amarelado na BR 419 e na MS-345 em Aquidauana/MS. 2018 (Dissertação de Mestrado). Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Aquidauana, MS, Brasil. Recuperado em 20 abril, 2019, de https://posgraduacao.ufms.br/portal/trabalho-arquivos/download/5418.
Gomes, N. F. M., Fiúza, A. L. C., Pinto, N; M; A., & Remoaldo, P. C. A. (2018). Os rurais e a cidade: a mobilidade socioespacial dos habitantes do campo em pequenos municípios de economia agrícola. Revista Ra’ega. 44, 242 – 257. Recuperado em 10 janeiro, 2019, de https://revistas.ufpr.br/raega/article/view/50204/35327. DOI: 10.5380/raega
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE. (2018). Aquidauana [Página web]. Recuperado em 21 janeiro, 2018, de: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/ms/aquidauana/panorama.
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE. (2013a). Atlas do censo demográfico 2010 / IBGE. Rio de Janeiro: Autor. Recuperado em 08 agosto, 2019, de https://biblioteca.ibge.gov.br/index.php/biblioteca-catalogo?view=detalhes&id=264529.
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE (2010). Censo demográfico de 2010, Sinopse por Setores. [Página Web]. Recuperado em 12 dezembro, 2018, de https://censo2010.ibge.gov.br/sinopseporsetores/?nivel=st.
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE (2013b). Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2013 (Vol. 33). (Relatório de Pesquisa). Recuperado em 21 setembro, 2017, de https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/periodicos/59/pnad_2013_v33_br.pdf.
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE (2019). Portal de mapas do IBGE. [Página web]. Recuperado em 12 dezembro, 2019, de https://portaldemapas.ibge.gov.br/portal.php#homepage.
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE (2008). Regiões de influência das cidades 2007. Rio de Janeiro: Autor. Recuperado em 13 maio, 2019, de https://www.mma.gov.br/estruturas/PZEE/_arquivos/regic_28.pdf.
Keller, E. C. S. (1970). O “habitat” rural. In A. Azevedo (org.), Brasil a terra e o homem (Vol. 2). São Paulo: Editora Nacional.
Joia, P. R. (2005). Origem e Evolução da Cidade de Aquidauana-MS. Revista Pantaneira, 7. 34-49. Recuperado em 08 maio, 2018, de https://periodicos.ufms.br/index.php/revpan/issue/view/164.
Pina, J. H. A., Lima, O. A., & Silva, V. P (2008). Município e Distrito: um estudo teórico. Campo-Território: revista de geografia agrária, 3(6), 125-142. Recuperado em 28 setembro, 2017, de http://www.seer.ufu.br/index.php/campoterritorio/article/view/11851/6937
Robba, C. (1992). Aquidauana ontem e hoje. Campo Grande: Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul.
Silva, L. F., Cunha, E. R., & Bacani, V. M. (2018). Zoneamento Ambiental de Bacia Hidrográfica Ocupada por Assentamento Rural: Estudo de Caso do Córrego Indaiá- MS. Revista Geografia, Ensino & Pesquisa, 22(11), 01-12. Recuperado em 16 maio, 2020, de https://periodicos.ufsm.br/geografia/article/view/27352. doi.org/10.5902/2236499427352
Silva, M. A. S. (2014, agosto). Distritos municipais: entre a modernidade da cidade e a tradição do campo. Anais do Seminário Estadual de Estudos Territoriais, Ponta Grossa, PR, Brasil, 7. Recuperado em 15 junho, 2018, de https://www3.uepg.br/seet/wp-content/uploads/sites/5/2014/08/distritos-municipais-entre-a-modernidade-da-cidade-e-a-tradi%c3%87%c3%83o-do-campo.pdf

Downloads

Publicado

2020-12-05

Como Citar

LORDANO, G. A.; JOIA, P. R. . O distrito e a rede urbana: percepções a partir do caso do distrito de Cipolândia, Aquidauana/ Mato Grosso do Sul, Brasil. Terr@ Plural, [S. l.], v. 14, p. 1–19, 2020. Disponível em: https://revistas.uepg.br/index.php/tp/article/view/16543. Acesso em: 14 ago. 2022.