Neutralidade técnica e gestão: o dilema em empreendimentos sociais (Technical Neutrality and Management: the dilemma in social enterprises)
Contenido principal del artículo
Resumen
Este artigo discute os resultados de uma pesquisa realizada na região central do estado do Paraná em cooperativas de trabalho do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Definimos como principal objetivo analisar as implicações sócio-organizacionais da neutralidade técnica para a gestão de cooperativas localizadas em Laranjeiras do Sul, estado do Paraná. Nesse estudo, o planejamento estratégico foi analisado como uma tecnologia de gestão, ou seja, como uma das possibilidades de expressão da tecnologia. A metodologia privilegiou a aplicação de entrevistas semiestruturadas, a observação participante e a análise documental. As conclusões do estudo indicam que a mera adequação da técnica aos fins estabelecidos não é suficiente para uma compreensão das reais implicações da utilização da tecnologia de gestão empregada no ambiente das cooperativas de trabalho pesquisadas, que são organizações coletivistas, teoricamente autogeridas pelos trabalhadores.
Abstract: This article analyzes the results of a qualitative survey carried out in the central region of the state of Paraná in workers cooperatives from the Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). The main goal of this research was to analyze the social and organizational effects of technical neutrality for management of the cooperatives from the Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, located in Laranjeiras do Sul, State of Parana. In this study, strategic planning was analyzed as a managerial technology, i.e. as one of the possibilities expression of technology. The methodology was focused on the conduction of semi-structured interviews, participant observation and document analysis. The findings indicate that a mere ‘adjustment’ of the technique to the purposes established, is not enough for an understanding of the real implications of the use of management technology employed in the organizational environment of the hereby surveyed cooperatives, which are collective organization, theoretically self-managed by the workers.
Keywords: Technical Neutrality. Strategic Planning. Work Cooperatives
Métricas
Detalles del artículo
Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Declaración de Derechos de Autor
Los autores que publican en esta revista están de acuerdo con los siguientes términos:
a) Los autores conservan los derechos de autor y conceden a la revista el derecho de la primera publicación, con el trabajo simultáneamente bajo la licencia de Creative Commons Attribution License que permite compartir el trabajo con el reconocimiento de su autoría y la publicación inicial en esta revista.
b) Esta revista provee acceso abierto a todo su contenido, ya que permite una mayor visibilidad y alcance de los artículos y reseñas publicados. Para obtener más información acerca de este enfoque, ver el Public Knowledge Project, un proyecto que ha desarrollado este sistema para mejorar la calidad académica y pública de la investigación, la distribución de OJS, así como otros programas para apoyar la publicación de acceso abierto a fuentes académicas. Los nombres y direcciones de correo electrónico en este sitio se utilizarán exclusivamente para los propósitos de la revista y no están disponibles para otros fines.
This journal provides open any other party.
Esta obra está bajo una licencia de Creative Commons.
Citas
AZEVEDO, A.; GITAHY, L. A história da Mandragón Corporación Cooperativa: uma experiência de inter-cooperação. Salvador: EdUNEB, 2009.
BRAVERMAN, H. Trabalho e capital monopolista. 3. ed. Rio de Janeiro: Editora Guanabara, 1987.
CRISTOFFOLI, P. I. et al. Constituição e Gestão de iniciativas Agroindustriais Cooperativas em Área de Reforma Agrária. Laranjeiras do Sul: CEAGRO, 2010.
COVRE, M. L. M. A função da técnica. In: BRUNO, L.; SACCARDO, C. (Org.). Organização, Trabalho e Tecnologia. São Paulo: Atlas, 1986. p. 142-169.
DAGNINO, R. P. Neutralidade da ciência e determinismo tecnológico: um debate sobre a tecnociência. Campinas-SP: EdUNICAMP, 2008.
FARIA, J. H. Tecnologia e processo de trabalho.Curitiba: Editora da UFPR, 1992.______ . Economia Política do poder.vol. I. Curitiba: Juruá, 2004.
FIGUEIREDO, V. Produção social da tecnologia. São Paulo: EPU, 1989.
GUIMARÃES, V. Novas tecnologias de produção de base microeletrônica e democracia industrial.Estudo comparativo de casos na indústria mecânica de Santa Catarina. 1995. 473 p. Tese (Doutorado em Engenharia de Produção) Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção da Universidade Federal de Santa Catarina.
HABERMAS, J. Ciencia y Técnica como Ideologia.Madrid: Editorial Tecnos, 1984.
KASHMIR, S. O modelo Mondragón como discurso pós-fordista. In: LIMA, J. C. (Org.) Ligações perigosas: trabalho flexível e trabalho associado. São Paulo: Annablume, 2007.
LIMA, J. C. Trabalho flexível e autogestão: um estudo comparativo entre cooperativas de terceirização industrial. In: ______. (Org.) Ligações perigosas: trabalho flexível e trabalho associado. São Paulo: Annablume, 2007. p. 127-170.
MANACORDA, M. A. Marx e a formação do homem. Revista HISTEDBR, Campinas, número especial, pp. 06-15, abril. 2011. Disponível em: http://www.histedbr.fae.unicamp.br/revista/edicoes/41e/index.html. Acesso em: 10 de julho de 2011.
MARCUSE, H. A ideologia da sociedade industrial.Rio de Janeiro: Zahar, 1982.
MARX, K. Conseqüências sociais do avanço tecnológico. São Paulo: Edições Populares, 1980.______. O Capital: crítica da economia política. Livro 1. São Paulo: Abril Cultural, 1985.
MATTICK, P. A gestão operária. (1969) Disponível em: http://www.marxists.org/portugues/mattick/1969/mes/gestao.htm. Acesso em: 18 de junho de 2011.
MUÑOZ, E. F. P.; NODARI, D.; ZANELLA, L. C. H. Diversificação das estratégias de desenvolvimento dos assentamentos da reforma agrária: uma proposta a partir do oeste catarinense. Encontro Nacional de Estudos do Trabalho. IX ABET, Recife, 2006.
MUELLER, R. R. Racionalidade para racionalização: A gestão da produção e da força de trabalho enquanto tecnologia capitalista. 2010. 220 f. Tese (Doutorado em Educação) Programa de Pós-Graduação em Educação. Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2010.
NOBLE, D. Forces of production:a social history of industrial automation. New York: Oxford University Press, 1986.
NOVAES, H. T. O fetiche da tecnologia: a experiência das fábricas recuperadas. São Paulo: Expressão Popular, 2007.
PACEY, A. La cultura de la tecnología. México: Fondo de cultura económica, 1990.
PANNEKOEK, A. As Tarefas dos Conselhos Operários. Disponível em: http://www.marxists.org/portugues/pannekoe/ano/tarefas/cap03.htm. Acesso em: 15 de junho de 2011.
PIRES, A. P. Amostragem e pesquisa qualitativa: ensaio teórico e metodológico. In: POUPART, J. (Org). A pesquisa qualitativa. SP: Vozes, 2010.
RATTNER, H. Tecnologia e sociedade. São Paulo: Brasiliense, 1982.
______. Informática e sociedade. São Paulo: Brasiliense, 1985.
ROSENBERG, N. Por dentro da caixa preta: tecnologia e economia. Campinas-SP: EdUNICAMP, 2006. (Clássicos da Inovação)
SCHUMPETER, J. Teoria do Desenvolvimento Econômico. 2. ed. São Paulo: Nova Cultural, 1985. [Coleção Os Economistas]
TRAGTENBERG, M. O Capitalismo no Século XX. SP: Editora UNESP, 2010
VIEIRA, P. A. E o homem fez a máquina. Florianópolis: Editora da UFSC, 1989.VIEIRA PINTO, A. O conceito de tecnologia. vol. I. Rio de Janeiro: Contraponto, 2005.