Plataformização e reconfiguração do trabalho docente na rede estadual paulista: entre controle, performatividade e território corporativo escolar
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Resumo
Este artigo analisa a reconfiguração do trabalho docente na rede estadual de educação de São Paulo a partir do avanço das plataformas digitais institucionais, com destaque para o Centro de Mídias da Educação de São Paulo (CMSP) e o Programa Sala do Futuro. Fundamentado em uma abordagem crítica, o estudo articula o debate sobre neoliberalismo, performatividade e Nova Gestão Pública à noção de território, propondo o conceito de território corporativo escolar como chave interpretativa. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa qualitativa baseada em análise de políticas públicas, documentos oficiais e experiências no cotidiano escolar. Argumenta-se que a plataformização da educação não constitui apenas inovação tecnológica, mas um processo de reorganização do trabalho docente, marcado pela intensificação, racionalização, padronização e ampliação dos mecanismos de controle. A análise evidencia a articulação dialética entre um território físico e um território digital, ambos atravessados por exigências de desempenho e monitoramento, contribuindo para a consolidação de um território escolar cada vez mais corporativo, no qual a autonomia docente é tensionada e as condições de trabalho são progressivamente precarizadas.
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