Edutretenimento como dispositivo sociotécnico: mediação, disputas de sentido e produção de subjetividades na cultura digital

Conteúdo do artigo principal

Dr. Igor Arnaldo Soares de Alencar
https://orcid.org/0000-0002-6388-8946

Resumo

Este estudo analisa o edutretenimento como dispositivo sociotécnico, investigando suas implicações na mediação da informação, nas disputas de sentido e na produção de subjetividades na cultura digital. Adota-se abordagem qualitativa, de caráter exploratório e descritivo, fundamentada em revisão bibliográfica e análise teórica crítica. O referencial teórico articula contribuições da cultura digital, da mediação informacional e dos estudos sobre dispositivos sociotécnicos. Os resultados indicam que o edutretenimento não se limita a estratégia pedagógica, mas atua como estrutura de mediação que organiza a circulação do conhecimento, condiciona regimes de visibilidade e influencia a construção de sentidos nos ambientes digitais. Evidencia-se, ainda, sua inserção em dinâmicas de poder que impactam os processos educativos e a formação de subjetividades. Conclui-se que o edutretenimento constitui elemento central para a compreensão das transformações contemporâneas nos modos de ensinar e aprender.

Detalhes do artigo

Seção

Caderno temático: Tecnologias digitais em disputa: Subjetividades, saberes e resistências nos processos de ensinar e aprender

Biografia do Autor

Dr. Igor Arnaldo Soares de Alencar, Universidade Federal Fluminense - UFF

Igor Arnaldo Soares de Alencar é doutor em Ciência, Tecnologia e Inclusão pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Atua como professor no SEST SENAT e como pesquisador nas áreas de cultura digital e educação tecnológica, com pesquisas voltadas às mediações sócio-técnicas da informação e à gamificação em contextos educacionais.

Como Citar

Edutretenimento como dispositivo sociotécnico: mediação, disputas de sentido e produção de subjetividades na cultura digital. Olhar de Professor, [S. l.], v. 29, p. 1–18, 2026. DOI: 10.5212/OlharProfr.v.29.26461.034. Disponível em: https://revistas.uepg.br/index.php/olhardeprofessor/article/view/26461. Acesso em: 7 out. 2026.

Referências

BAUMAN, Z. Modernidade líquida. Rio de Janeiro: Zahar, 2001.

CASTELLS, M. A sociedade em rede. 6. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2010.

DENZIN, N. K.; LINCOLN, Y. S. O planejamento da pesquisa qualitativa: teorias e abordagens. Porto Alegre: Artmed, 2006.

FOUCAULT, M. Microfísica do poder. Rio de Janeiro: Graal, 1979.

GIL, A. C. Métodos e técnicas de pesquisa social. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2008.

HALL, S. A identidade cultural na pós-modernidade. 11. ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2006.

JENKINS, H. Cultura da convergência. São Paulo: Aleph, 2009.

LÉVY, P. Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 1999.

MANOVICH, L. The language of new media. Cambridge: MIT Press, 2001. DOI: https://doi.org/10.22230/cjc.2002v27n1a1280

MARCONI, M. de A.; LAKATOS, E. M. Fundamentos de metodologia científica. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2017.

MARTÍN-BARBERO, J. Dos meios às mediações: comunicação, cultura e hegemonia. Rio de Janeiro: UFRJ, 2003.

MINAYO, M. C. de S. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 12. ed. São Paulo: Hucitec, 2012.

SANTAELLA, L. Cultura digital e comunicação ubíqua. São Paulo: Paulus, 2013.