Exigência conceptual do trabalho prático nos exames nacionais: uma abordagem metodológica. DOI: 10.5212/OlharProfr.v.16i1.0008

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Sílvia Ferreira
Ana Maria Morais

Resumo

O artigo foca-se no nível de complexidade do trabalho prático na avaliação externa em ciências (i.e. exames) do ensino secundário. Analisa ainda a relação entre o currículo e os exames, para estudar processos de recontextualização ocorridos na construção dos exames. O nível de complexidade foi avaliado através do nível de exigência conceptual, que incluiu a complexidade dos conhecimentos científicos e das capacidades cognitivas e o grau de relação entre teoria e prática. O estudo está fundamentado psicológica e sociologicamente, em particular na teoria do discurso pedagógico de Bernstein. Usou-se uma metodologia mista.

Os resultados mostram que o trabalho prático está deficientemente representado nos exames, quer em quantidade quer no nível de exigência conceptual, evidenciando uma recontextualização do currículo no sentido de baixar o seu já baixo nível. Os conhecimentos a serem avaliados são o único aspeto que é deixado explícito aos professores. Exploram-se as consequências destes resultados em termos de aprendizagem científica. 

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Seção

Artigos em fluxo contínuo

Biografia do Autor

Sílvia Ferreira, Instituto de Educação da Universidade de Lisboa

Professora do ensino básico e secundário, doutoranda em Didática das Ciências e investigadora do grupo ESSA (Estudos Sociológicos na Sala de Aula) do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa.

Como Citar

Exigência conceptual do trabalho prático nos exames nacionais: uma abordagem metodológica. DOI: 10.5212/OlharProfr.v.16i1.0008. Olhar de Professor, [S. l.], v. 16, n. 1, p. 149–172, 2013. DOI: 10.5212/OlharProfr.v.16i1.0008. Disponível em: https://revistas.uepg.br/index.php/olhardeprofessor/article/view/5359. Acesso em: 21 maio. 2026.

Referências