Paulo Freire em Abya Yala: denúncias e anúncios de uma epistemologia decolonial

Resumo

Este artigo tem como ponto de partida a atualidade e a relevância do pensamento epistêmico e pedagógico de Paulo Freire para os Estudos Decoloniais. Trata-se de uma pesquisa qualitativa de cunho bibliográfico que teve por objetivo compreender a dialética entre denúncia e anúncio na epistemologia de Paulo Freire em Abya Yala. Para tanto, tomou-se como objeto de análise as três principais obras escritas e publicadas no período de seu exílio: Educação como prática da liberdade (1967), Cartas a Guiné Bissau (1978) e Pedagogia do oprimido (1987). Algumas dimensões de análise foram apresentadas: opressor/oprimido, desumanização/humanização e cultura do silêncio/diálogo, conscientização/colonização das mentes, esperança/desesperança e libertação/domesticação, demonstrando que Freire é precursor e testemunho crítico da modernidade-colonialidade.

Palavras-chave: Paulo Freire. Decolonialidade. América Latina.

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Biografia do Autor

Camila Wolpato Loureiro, Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Educação, pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos. Mestre (bolsista CAPES/ FAPERGS) pelo Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas, pela Universidade Federal da Fronteira Sul/ Campus Erechim. Especialista em História e Cultura Afro-brasileira e Indígena pelo Centro Universitário Internacional (UNINTER). Graduada no Curso de História Licenciatura Plena e Bacharelado da Universidade Federal de Santa Maria. Dedica-se à pesquisas em Educação, Educação à Distância, Educação Popular, Ensino de História e História da Educação. Membro do grupo de pesquisa CNPq: "Educação Popular na Universidade". Atualmente desenvolve pesquisa no campo de análise da epistemologia freiriana através da chave de estudos subalternos, pós-coloniais de decoloniais.

Cheron Zanini Moretti, Universidade de Santa Cruz do Sul

Professora no Programa de Pós-Graduação em Educação na Universidade de Santa Cruz do Sul/UNISC, na linha de pesquisa: Educação, Trabalho e Emancipação, e também no Departamento de Educação.Coordena o grupo de pesquisa Educação Popular, Metodologias Participativas e Estudos Descoloniais (CNPq). Doutorada no Programa de Pós-Graduação em Educação na Universidade do Vale do Rio dos Sinos/UNISINOS; foi bolsista CNPq durante toda a realização do curso (2010-2014) onde compõe o grupo de pesquisa: Mediações Pedagógicas e Cidadania. É Mestra em Educação (2008) e licenciada em História (2005), nessa mesma universidade. Tem se preocupado em pesquisar temas relacionados à América Latina, como: Educação Popular, Alternativas e ideias pedagógicas, (Des)Colonialidade do Conhecimento e Insurgência como princípio educativo, tendo como referência a pesquisa ação participativa nos processos metodológicos.

Publicado
2021-05-27
Seção
Dossiê: Paulo Freire (1921-2021): 100 anos de história e esperança