Deficiência e autismo no Censo Demográfico Brasileiro de 2022: diferenças por sexo e grupos de idade
DOI:
https://doi.org/10.5212/PraxEduc.v.21.26169.076Abstract
Este artigo analisa a prevalência e a distribuição das pessoas com deficiência e das pessoas diagnosticadas com autismo no Brasil segundo sexo e grupos etários, a partir dos dados do Censo Demográfico de 2022. O estudo adota abordagem quantitativa, de caráter descritivo, com análise de dados secundários extraídos do Sistema IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística] de Recuperação Automática (Sidra). O referencial teórico articula os estudos da deficiência, a perspectiva biopsicossocial da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF), da Organização Mundial da Saúde (OMS), as recomendações do Grupo de Washington e o debate sobre interseccionalidade. Os resultados evidenciam aumento da prevalência da deficiência ao longo do ciclo de vida, com maior concentração entre pessoas idosas e predominância feminina nas faixas etárias mais avançadas. No caso do autismo, observa-se maior prevalência nos grupos etários mais jovens e maior proporção de diagnósticos entre meninos na infância, com redução dessa assimetria nas idades adultas, sugerindo subdiagnóstico histórico em mulheres e pessoas mais velhas. Esses resultados oferecem subsídios para o planejamento de políticas educacionais de identificação, acessibilidade, permanência e oferta de apoios ao longo do curso de vida.
Palavras-chave: Dados demográficos. Sexo. IBGE.
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