Espadeiros (as) e policiais na Guerra de Espadas em Cruz das Almas-BA (1980-2017)

Resumo

Com a criminalização da Guerra de Espadas em Cruz das Almas/BA, em 2011, tornaram-se expressivos os conflitos entre espadeiros (as), policiais e agentes do Ministério Público local. O objetivo desta proposta é investigar as relações entre espadeiros e policiais na Guerra de Espadas. Para isso, se propõe analisar quatro esferas dessas interações: o entendimento do poder público sobre a tradição, extensões e limites do controle social por parte dos (as) policiais, articulação/negociação entre espadeiros (as) e policiais e, por fim, compreender as alterações nas relações de trabalho na produção das espadas. As tipologias de fontes principais são orais e os boletins de ocorrência. Todo o percurso analítico sobre as fontes partirá da influência conceitual de autores da História Social permitindo, dessa maneira, acessar o cotidiano desses indivíduos, a saber: Edward Palmer Thompson (experiência e negociação), James Scott (resistência) e Marcos Luiz Bretas (cultura policial).

Biografia do Autor

Filipe Arnaldo Cezarinho (UFRRJ), Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro - UFRRJ

Doutorando em História pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Mestrado em História pela Universidade Estadual do Centro-Oeste (UNICENTRO) e licenciado em História pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Pós-graduando em Educação, Cultura e Diversidade (UFRB). Interessado em investigações sobre os seguintes temas: História e Violência, crime, polícia, masculinidades, festas, cultura popular, História e Internet e Violência escolar. Participante do Núcleo de Pesquisa de História da Violência (NUHVI). Contemplado com a Premiação Aldir Blanc Bahia - Prêmio Fundação Pedro Calmon, na categoria Memória, em 2020, com o livro No ritmo do fogo: contos e memórias da Guerra de Espadas na Bahia.

Publicado
2021-05-04
Seção
Projetos de Pesquisa | Research's Note | Proyecto de Investigación