Constrangimentos espaciais: a concepção legal de infância e as táticas desconstrucionistas desenvolvidas pelas profissionais do sexo

Autores

  • Almir Nabozny UEPG

Resumo

Observando o trabalho realizado pelos diversos órgãos estatais, sobretudo do Conselho Tutelar de Ponta Grossa - PR, a fim de coibir a prática comercial do sexo com crianças e adolescentes, constatou-se que havia grande resistência à ação estatal / legal por parte das adolescentes alvos das ações de proteção. Assim, foi estabelecido o objetivo de compreender um dos elementos desse paradoxo: a diferente concepção de infância produzida pelo Estado e pelas profissionais do sexo que iniciaram a atividade comercial sexual ainda na adolescência. A contraposição da prática cotidiana dessas sujeitas, base sobre a qual são construídas suas representações de mundo, e a norma reguladora da sociedade evidencia que a visão dominante e unilateral dos órgãos oficiais tem sido sistematicamente subvertida pela população alvo. O resultado positivo na intervenção nessa degradante situação depende de ações que contemplem a compreensão das situações histórico-geográficas vividas por esse grupo social.

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Como Citar

NABOZNY, A. Constrangimentos espaciais: a concepção legal de infância e as táticas desconstrucionistas desenvolvidas pelas profissionais do sexo. Terr@ Plural, [S. l.], v. 1, n. 1, p. 103–113, 2007. Disponível em: https://revistas.uepg.br/index.php/tp/article/view/1145. Acesso em: 26 set. 2022.

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Seção

Artigos