Artes em banzeiros: a constituição de uma artista-professora
DOI:
https://doi.org/10.5212/OlharProfr.v.29.25628.007Palavras-chave:
Arte Educação, Formação Docente, Práticas PedagógicasResumo
Este artigo reflete sobre a constituição de uma artista-professora em meio aos banzeiros amazônicos, atravessamentos e deslocamentos formativos. A partir de experimentações artísticas e poéticas nos territórios da Amazônia, buscamos responder: como me constituo artista-professora a partir de banzeiros e de escritos poéticos em diálogo com educações? Envolve-se escrita criativa e experiências educacionais que tensionam fronteiras entre arte, docência e identidade regional, articuladas a narrativas do estágio-docência. Os escritos poéticos, nascidos das águas e afetos amazônicos, instauram processos de subjetivação e invenção de si, dialogando com saberes locais e perspectivas pós-críticas de formação docente. Alinhadas à Filosofia da Diferença (Deleuze, 2006) e à autobiografia inventiva (Oliveira; Costa; Aikawa, 2023) para narrar uma docência como prática enraizada em territórios, afetos e resistências. O estudo indica a necessidade de pensar a formação docente a partir da arte em banzeiros, lugar de travessia, criação e afirmação identitária amazônida. Algumas referências: Boal (2019), Corazza (2013, 2015), Krenak (2020), Deleuze e Guattari (1995).
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