Tecnologias digitais e subjetividades das profissionais da educação: um estudo crítico sobre a formação de profissionais da educação na Espanha e Chile
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Resumo
Este artigo examina criticamente o impacto das tecnologias digitais na configuração das subjetividades das profissionais da educação durante sua formação universitária na Espanha e Chile. Utilizou-se abordagem qualitativa com entrevistas estruturadas a 32 estudantes matriculadas em licenciaturas do âmbito educacional em universidades públicas. A análise identifica cinco dimensões fundamentais: interação cotidiana com ferramentas digitais, imaginários sobre a profissão docente, significados pedagógicos das tecnologias, percepção da inteligência artificial e projeções profissionais futuras. Os resultados revelam um campo de tensões entre fascínio tecnológico e consciência crítica, inovação e precarização, agência e padronização. A partir de marcos teóricos biopolíticos e psicopolíticos, o estudo problematiza os efeitos das racionalidades algorítmicas na educação e destaca a necessidade de alfabetização digital crítica e situada. Proporcionam-se recomendações para reimaginar a formação de profissionais da educação como espaço de resistência frente à crescente tecno-governamentalidade educacional.
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