Inclusão de pessoas negras e de saberes afrodiaspóricos em Universidades brasileiras: a diversidade epistêmica como estratégia

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5212/PraxEduc.v.17.19393.085

Resumo

Este artigo discute como a diversificação no perfil de ingressantes em Universidades brasileiras tem provocado tensionamentos políticos acerca da racialidade, bem como, em diálogo com autores afrodiaspóricos e decoloniais, reflete acerca das bases epistemológicas que permanecem privilegiadas na produção de conhecimento nesses espaços. Observou-se, a partir de uma revisão integrativa de literatura, que a inclusão racial promovida, principalmente, pelas políticas de ação afirmativa, não é acompanhada de reformas estruturais, do ponto de vista epistêmico, pedagógico e metodológico, de modo a acolher a ontologia do estudante negro, com a inclusão de saberes e de expressões afrodiaspóricas. Nessa direção, considerou-se a Universidade, também, como um espaço desalojante para essas existências, mas que pode abrigar insurgências negras, bem como ventilar possibilidades de incentivo a uma atividade intelectual, de fato, representativa e emancipadora.

Palavras-chave: Raça. Universidade. Diversidade epistêmica.

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Biografia do Autor

  • Érika de Sousa Mendonça, Universidade de Pernambuco

    Doutora em Psicologia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Professora adjunta do curso de Graduação em Psicologia da Universidade de Pernambuco (UPE). Professora do Mestrado Profissional em Culturas Africanas, da Diáspora e dos Povos Indígenas da UPE.

  • Amilson de Carvalho Gominho Filho, Universidade de Pernambuco

    Graduando em Psicologia pela Universidade de Pernambuco (UPE).

  • Ana Letícia Cordeiro de Melo, Universidade de Pernambuco

    Graduanda em Psicologia pela Universidade de Pernambuco (UPE).

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Publicado

2022-07-07

Edição

Seção

Dossiê: Relações étnico-raciais: práticas e reflexões pedagógicas

Como Citar

Inclusão de pessoas negras e de saberes afrodiaspóricos em Universidades brasileiras: a diversidade epistêmica como estratégia. Práxis Educativa, [S. l.], v. 17, p. 1–19, 2022. DOI: 10.5212/PraxEduc.v.17.19393.085. Disponível em: https://revistas.uepg.br/index.php/praxiseducativa/article/view/19393. Acesso em: 30 maio. 2026.