O PROCESSO DE ESCOLHA DE TURMAS E DISTRIBUIÇÃO DE CARGA HORÁRIA NO DISTRITO FEDERAL: FUGA POR MELHORES CONDIÇÕES DE TRABALHO?

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Maira Vieira Amorim Franco
Fernando Santos Sousa
Danyela Martins Medeiros
Jennifer de Carvalho Medeiros

Resumo

Este trabalho tem por objetivo analisar e trazer para o debate aspectos relativos ao processo de escolha de turmas e distribuição de carga horária dos professores da rede pública de ensino do Distrito Federal, que atuam nos anos iniciais. Este processo tem sido direcionado por uma portaria elaborada anualmente por meio de discussões entre governo e sindicato de professores. Entendemos que este instrumento norteador, adquire um caráter de direcionamento formativo e até mesmo uma alternativa de minimizar as precárias condições de trabalho por parte de professoras e professores. Identificamos que a portaria por meio de seus critérios de pontuação aponta caminhos para um aligeiramento da formação continuada, uma vez que em sua composição pontua melhor os professores que apresentam cursos apostilados, com elevado número de horas, desvalorizando os cursos presenciais principalmente os de maior carga horária, que demandam maior esforço e sólida formação teórico/prática. Tais questões acabam por proporcionar competição entre os pares e, categorias que operam dialeticamente como a valorização e desvalorização, o prazer e o sofrimento, o individualismo e a coletividade.

Detalhes do artigo

Seção

Caderno Temático Trabalho e Profissão Docente

Biografia do Autor

Maira Vieira Amorim Franco, Universidade de Brasília-UnB Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal - SEEDF

Professora da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal desde Jan de 1998. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Educação em Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Possui formação técnica em Habilitação em Magistério, para atuar nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, pelo Centro Educacional 01 de Planaltina - DF (1996). Graduada/Licenciada em Pedagogia para Professores em Início de Escolarização (PIE), pela Universidade de Brasília (2005). Especialista em Psicopedagogia Institucional, pela Universidade Castelo Branco - RJ (2006). Mestre em Educação - Linha de Pesquisa Profissão Docente, Currículo e Avaliação (PDCA), pela Universidade de Brasília - DF (2017). Pesquisadora do GEPPESP- Grupo de Estudos e Pesquisa e Profissão Docente: Formação, Saberes e Práticas (GEPPESP), desde 2016. Realiza Trabalho Voluntário como membro do Grupo Via Sacra ao Vivo de Planaltina - DF, responsável pela realização da Semana Santa em Planaltina - DF, desde 2001.Poema: O Direito das Crianças (Ruth Rocha).

Toda criança no mundo
Deve ser bem protegida
Contra os rigores do tempo
Contra os rigores da vida.

 

Criança tem que ter nome
Criança tem que ter lar
Ter saúde e não ter fome
Ter segurança e estudar.

Não é questão de querer
Nem questão de concordar
Os diretos das crianças
Todos tem de respeitar.

Tem direito à atenção
Direito de não ter medos
Direito a livros e a pão
Direito de ter brinquedos.

Mas criança também tem
O direito de sorrir.
Correr na beira do mar,
Ter lápis de colorir…

 

Ver uma estrela cadente,
Filme que tenha robô,
Ganhar um lindo presente,
Ouvir histórias do avô.

Descer do escorregador,
Fazer bolha de sabão,
Sorvete, se faz calor,
Brincar de adivinhação.

Morango com chantilly,
Ver mágico de cartola,
O canto do bem-te-vi,
Bola, bola,bola, bola!

Lamber fundo da panela
Ser tratada com afeição
Ser alegre e tagarela
Poder também dizer não!

 

Carrinho, jogos, bonecas,
Montar um jogo de armar,
Amarelinha, petecas,
E uma corda de pular.

Um passeio de canoa,
Pão lambuzado de mel,
Ficar um pouquinho à toa…
Contar estrelas no céu…

Ficar lendo revistinha,
Um amigo inteligente,
Pipa na ponta da linha,
Um bom dum cachorro-quente.

Festejar o aniversário,
Com bala, bolo e balão!
Brincar com muitos amigos,
Dar pulos no colchão.

Livros com muita figura,
Fazer viagem de trem,
Um pouquinho de aventura…
Alguém para querer bem…

 

Festinha de São João,
Com fogueira e com bombinha,
Pé-de-moleque e rojão,
Com quadrilha e bandeirinha.

Andar debaixo da chuva,
Ouvir música e dançar.
Ver carreiro de saúva,
Sentir o cheiro do mar.

Pisar descalça no barro,
Comer frutas no pomar,
Ver casa de joão-de-barro,
Noite de muito luar.

Ter tempo pra fazer nada,
Ter quem penteie os cabelos,
Ficar um tempo calada…
Falar pelos cotovelos.

E quando a noite chegar,
Um bom banho, bem quentinho,
Sensação de bem-estar…
De preferência um colinho.

 

Embora eu não seja rei,
Decreto, neste país,
Que toda, toda criança
Tem direito de ser feliz!

E quando a noite chegar,
Um bom banho, bem quentinho,
Sensação de bem-estar…
De preferência um colinho.

Uma caminha macia,
Uma canção de ninar,
Uma história bem bonita,
Então, dormir e sonhar…

Embora eu não seja rei,
Decreto, neste país,
Que toda, toda criança
Tem direito a ser feliz!

Fernando Santos Sousa, Universidade de Brasília-UnB Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal - SEEDF

Mestre em Educação na linha Profissão Docente, Currículo e Avaliação no Programa de Pós-Graduação em Educação - Universidade de Brasília - UnB. Possui graduação em Pedagogia pela Universidade de Brasília (2011). Especialista em Gestão e Orientação Educacional. Especialista em Docência do Ensino Superior e Profissional. Atualmente é professor na Secretaria de Estado e Educação do Distrito Federal SEEDF. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Alfabetização. Pesquisador do GEPFAPe.

Danyela Martins Medeiros, Universidade de Brasília-UnB Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal - SEEDF

Mestre em Educação pela Universidade de Brasília - UnB (2017), na lilha Profissão Docente, Currículo e Avaliação - PDCA/PPGE/UnB. Possui graduação em Pedagogia pela Associação de Ensino Unificado do Distrito Federal - AEUDF (2001) e Pós-graduação em Psicopedagogia na Universidade Castelo Branco (2007). É professora da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal desde 2003.É integrante do Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Formação e Atuação de Professores/Pedagogos - GEPFAPe/UnB.

Jennifer de Carvalho Medeiros, Instituto Federal de Brasília - IFB Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal - SEEDF

Pedagoga pela Universidade de Brasília, Especialista em Gestão e Orientação Educacional, Mestre em Educação (Eixo: Políticas Públicas Educacionais) pela Universidade de Brasília. Doutoranda em Educação (Eixo: Políticas Públicas Educacionais) pela Universidade de Brasília. Professora do Instituto Federal de Brasília, onde atua nos cursos de Pedagogia e Letras, sendo coordenadora do curso de Pedagogia. Coordenadora Adjunta de Ensino da EaD do Instituto Federal de Brasília.

Como Citar

O PROCESSO DE ESCOLHA DE TURMAS E DISTRIBUIÇÃO DE CARGA HORÁRIA NO DISTRITO FEDERAL: FUGA POR MELHORES CONDIÇÕES DE TRABALHO?. Olhar de Professor, [S. l.], v. 20, n. 1, p. 148–158, 2019. DOI: 10.5212/OlharProfr.v.20i1.0012. Disponível em: https://revistas.uepg.br/index.php/olhardeprofessor/article/view/12813. Acesso em: 16 maio. 2026.

Referências

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