BNCC e currículo: estado do conhecimento Sobre a literatura (2015-2020)

Conteúdo do artigo principal

Ma. Andressa da Silva Gonçalves
https://orcid.org/0000-0003-1576-8453
Dr.ª Wilma de Nazaré Baía Coelho
https://orcid.org/0000-0001-8679-809X

Resumo

Este artigo objetiva analisar a literatura especializada sobre as dimensões da Base Nacional Comum Curricular e do Currículo, entre os anos de 2015 a 2020, na plataforma Scielo. O suporte teórico-metodológico acionado ancora-se na técnica de análise de estado do conhecimento (MOROSINI, 2015), na noção conceitual de campo científico, de Pierre Bourdieu (1989) e na categoria de currículo, delineada por Apple (2008), Sacristán (2000) e Goodson (1977). Por meio do estudo, pudemos apontar as tendências e temas mais abordados em cada um dos dois eixos selecionados, delimitando assim os campos científicos estudados, além de sugerir possíveis aproximações entre as duas temáticas.

Detalhes do artigo

Seção

Artigos em fluxo contínuo

Biografia do Autor

Ma. Andressa da Silva Gonçalves, Universidade Federal do Pará - UFPA

Graduada em história pela Universidade Federal do Pará (UFPA), mestre em história social (UFPA), e doutoranda em educação na Amazônia (UFPA). É professora de história da Educação Básica na rede municipal de Altamira-Pa. A pesquisa em curso se debruça sobre os currículos estaduais reescritos pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

Dr.ª Wilma de Nazaré Baía Coelho, Universidade Federal do Pará - UFPA

Doutora em Educação pela UFRN (2005). É professora da UFPA. Integra o corpo docente da Pós-Graduação em Currículo e Gestão da Escola Básica, do Programa em Educação em Ciências e Matemáticas e do Doutorado em Rede Educanorte. Líder do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Formação de Professores e Relações Étnico-Raciais (NEAB/GERA/UFPA). Bolsista de Produtividade do CNPq.

Como Citar

BNCC e currículo: estado do conhecimento Sobre a literatura (2015-2020). Olhar de Professor, [S. l.], v. 26, p. 1–26, 2023. DOI: 10.5212/OlharProfr.v.26.20806.021. Disponível em: https://revistas.uepg.br/index.php/olhardeprofessor/article/view/20806. Acesso em: 21 maio. 2026.

Referências

Fontes primárias

AGUIAR, M. A. S. Reformas conservadoras e a “nova educação”: orientações hegemônicas no MEC e no CNE. Educação & Sociedade [online], Campinas, v. 40, p. 1-24, 2019. Disponível em: https://doi.org/10.1590/ES0101-73302019225329.

ALMEIDA, A. Projetar sobre projetos: currículo e ensino de História. Educar em Revista, Curitiba, v. 36, p. 1-22. 2020. Disponível em: https://doi.org/10.1590/0104-4060.64392. Acesso em: 30 out. 2021.

BARRETO, R. G. Entre a Base Nacional Comum Curricular e a avaliação: a substituição tecnológica no ensino fundamental. Educação & Sociedade [online], Campinas, v. 37, n. 136, p. 775-791, 2016. Disponível em: https://doi.org/10.1590/ES0101-73302016159933.

CARVALHO, J. M.; LOURENÇO, S. G. O silenciamento de professores da educação básica pela estratégia de fazê-los falar. Pro-Posições [online], Campinas, v. 29, n. 2, p. 235-258, 2018. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1980-6248-2017-0007.

CHAGAS, W. F. História e cultura afro-brasileira e africana na educação básica da Paraíba. Educação & Realidade [online], Porto Alegre, v. 42, n. 1, p. 79-98, 2017. Disponível em: https://doi.org/10.1590/2175-623661125.

COELHO, M. C.; COELHO, W. N. B. As licenciaturas em história e a lei 10.639/03 – percursos de formação para o trato com a diferença? Educação em Revista [online], Belo Horizonte, v. 34, p. 1-39, 2018. Disponível em: https://doi.org/10.1590/0102-4698192224.

COSSETIN, V. L. F. Uma leitura ambivalente sobre a adoção de uma base curricular nacional: para fazer justiça à reflexividade da filosofia da educação. Educar em Revista [online], Curitiba, n. 66, p. 295-311, 2017. Disponível em: https://doi.org/10.1590/0104-4060.51175.

FERNANDES, A. O.; GOMES, S. S. Interfaces entre avaliação e currículo de História no ensino médio. Educação & Realidade [online], Porto Alegre, v. 43, n. 4, p. 1363-1384, 2018. Disponível em: https://doi.org/10.1590/2175-623684903.

FRANGELLA, R. C. P. “Muitos como um”: políticas curriculares, justiça social, equidade, democracia e as (im)possibilidades de diferir. Educar em Revista [online], Curitiba, v. 36, p. 1-20, 2020. Disponível em: https://doi.org/10.1590/0104-4060.75647-.

GIROTTO, E. D. Pode a política pública mentir? A Base Nacional Comum Curricular e a disputa da qualidade educacional. Educação & Sociedade [online], Campinas, v. 40, p. 1-21, 2019. Disponível em: -https://doi.org/10.1590/ES0101-73302019207906.

KAWAKAMI, É. A. Currículo, ruídos e contestações: os povos indígenas na universidade. Revista Brasileira de Educação [online], Rio de Janeiro, v. 24, p. 1-18, 2019. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S1413-24782019240006.

LIMA, I. G.; HYPOLITO, Á. M. A expansão do neoconservadorismo na educação brasileira. Educação e Pesquisa [online], São Paulo, v. 45, p. 1-15, 2019. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S1678-463420194519091.

MACEDO, E. As demandas conservadoras do movimento escola sem partido e a Base Nacional Curricular Comum. Educação & Sociedade [online], Campinas, v. 38, n. 139, p. 507-524, 2017. Disponível em: https://doi.org/10.1590/ES0101-73302017177445.

MACEDO, E. Base Nacional Curricular Comum: a falsa oposição entre conhecimento para fazer algo e conhecimento em si. Educação em Revista [online], Belo Horizonte, v. 32, n. 2, p. 45-68, 2016. Disponível em: https://doi.org/10.1590/0102-4698153052.

MEIRA, L. M. Sobre a história do currículo: temas, conceitos e referências das pesquisas brasileiras. Revista Brasileira de Educação [online], Rio de Janeiro, v. 25, p. 1-24, 2020. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S1413-24782020250051.

MELO, A.; MAROCHI, A. C. Cosmopolitismo e performatividade: categorias para uma análise das competências na Base Nacional Comum Curricular. Educação em Revista [online], Belo Horizonte, v. 35, p. 1-23, 2019. Disponível em: https://doi.org/10.1590/0102-4698203727.

MICHETTI, M. Entre a legitimação e a crítica: As disputas acerca da Base Nacional Comum Curricular. Revista Brasileira de Ciências Sociais [online], São Paulo, v. 35, n. 102, p. 1-19, 2020. Disponível em: https://doi.org/10.1590/3510221/2020.

MONTEIRO, A. M. F. C. Aulas de História: questões do/no tempo presente. Educar em Revista [online], Curitiba, n. 58, p. 165-182, 2015. Disponível em: https://doi.org/10.1590/0104-4060.42380.

MORAES, C. L.; SPINDOLA, L. K. O currículo de história na reforma da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro. Educação e Pesquisa [online], São Paulo, v. 43, n. 4, p. 1147-1162, 2017. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S1517-9702201702149008.

Ó, Jorge R. do; PAZ, A. L. Da universidade quinhentista de Paris para o mundo: currículo e método em Petrus Ramus. História da Educação [online], Porto Alegre, v. 23, p. 1-33, 2019. Disponível em: https://doi.org/10.1590/2236-3459/83768.

PEREIRA, A. A. Black Lives Matter nos currículos? Imprensa negra e antirracismo em perspectiva transnacional. Cadernos de Pesquisa [online], São Paulo, v. 49, n. 172, p. 122-143, 2019. Disponível em: https://doi.org/10.1590/198053145589.

SANTOS, E.; PINTO, E.; CHIRINÉA, A. A Lei n. 10.639/03 e o epistemicídio: relações e embates. Educação & Realidade [online], Porto Alegre, v. 43, p. 949-967, 2018. Disponível em: https://doi.org/10.1590/2175-623665332.

SILVA, S. N.; LOUREIRO, C. F. B. As vozes de professores-pesquisadores do campo da educação ambiental sobre a Base Nacional Comum Curricular (BNCC): Educação Infantil ao Ensino Fundamental. Ciência & Educação, Bauru, [online], v. 26, p. 1-15, 2020. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1516-731320200004.

SILVA, F. T.; BORGES, L. F. F. Currículo e ensino de História: um estado do conhecimento no Brasil. Educação & Realidade [online], Porto Alegre, v. 43, n. 4, p. 1693-1723, 2018. Disponível em: https://doi.org/10.1590/2175-623676735.

SILVA, F. C; FERNANDES, C. C. M. Estudo de documentos curriculares prescritos: (de)compondo uma metodologia de investigação. Educar em Revista [online], Curitiba, v. 35, n. 78, p. 225-241, 2019. Disponível em: https://doi.org/10.1590/0104-4060.69522.

Fontes secundárias

AGUIAR, M.; DOURADO, L. (org.). A BNCC na contramão do PNE 2014-2020: avaliação e perspectivas. Recife: ANPAE, 2018.

APPLE, M. Ideologia e Currículo. 3. ed. Tradução de Vinicius Figueira. Porto Alegre: Art Med, 2008.

APPLE, M. A política do conhecimento oficial: faz sentido a ideia de um currículo nacional?. In: MOREIRA, A. F.; TADEU, T. (org.). Currículo, cultura e sociedade. São Paulo: Cortez, 2011. p. 59-92.

BOURDIEU, P. O poder simbólico. Tradução de Fernando Tomaz. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1989.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília. 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/a-base. Acesso em: 5 jul.2022.

CAIMI, F. E. A História na Base Nacional Comum Curricular: pluralismo de ideias ou guerra de narrativas? Revista do Lhiste – Laboratório de Ensino de História e Educação, Porto Alegre, v. 3, n. 4, p. 86-92, 2016. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/revistadolhiste/article/view/65515. Acesso em: 22 Fev. 2022.

DOURADO, L; OLIVEIRA, J. Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e os impactos nas políticas de regulação e avaliação da educação superior. In: AGUIAR, M.; DOURADO, L. (org.). A BNCC na contramão do PNE 2014-2020: avaliação e perspectivas. Recife: ANPAE, 2018. p. 38-43.

FREITAS, F. M.; SILVA, J. A.; LEITE, M. C. L. Diretrizes invisíveis e regras distributivas nas políticas curriculares da nova BNCC. Currículo sem Fronteiras, São Paulo, v. 18, n. 3, p. 857-870, 2018. Disponível em: https://www.curriculosemfronteiras.org/vol18iss3articles/freitas-silva-leite.pdf. Acesso em: 25 jun. 2021.

GOODSON, I. A construção social do currículo: coletânea de textos de Goodson organizada por Antônio Nóvoa. Lisboa: Educa, 1997.

MARGONI, M. M. F. O processo de implementação e o impacto da BNCC no currículo: opiniões de professores dos anos iniciais. In: JORNADA NACIONAL DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, 8., 6 a 8 de maio de 2020, Universidade do Passo Fundo. Anais [...]. Passo Fundo: Universidade de Passo Fundo, 2020. Disponível em: https://www.upf.br/_uploads/Conteudo/jem/2020/Anais%202020%20-%20eixo%201/JEM2020_paper_63%20(1).pdf. Acesso em: 25 jun. 2021.

MENDONÇA, E. F. PNE e Base Nacional Comum Curricular (BNCC): impactos na gestão da educação e da escola. In: AGUIAR, M. Â.; DOURADO, L. F. (org.). A BNCC na contramão do PNE 2014-2020: avaliação e perspectivas. Recife: ANPAE, 2018. p. 34 – 37.

METZ, G. D. Currículo escolar, BNCC e formação integral. Revista Cocar, Belém do Pará, v. 14, n. 30, 2020. Disponível em: https://periodicos.uepa.br/index.php/cocar/article/view/3464. Acesso em: 21 maio 2022.

MOROSINI, M. C. Estado do conhecimento e questões do campo científico. Educação, Santa Maria, v. 40, n. 1, p. 101-116, jan./abr. 2015. Disponível em: https://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/15822. Acesso em: 9 jan. 2021.

POPKEWlTZ, T. S. Reforma educacional: uma política sociológica – poder e conhecimento em educação. Porto Alegre: Artes Médicas, 1997.

SACRISTÁN, J. G. O currículo: uma reflexão sobre a prática. Tradução de E. F. F. Rosa. 3 ed. Porto Alegre: ArtMed, 2000.

SCIELO Brasil. Critérios, política e procedimentos para a admissão e a permanência de periódicos científicos na Coleção SciELO Brasil. Scientific Electronic Library Online: São Paulo, 2017. Disponível em: https://wp.scielo.org/wp-content/uploads/20200500-Criterios-SciELO-Brasil.pdf. Acesso em: 9 jan. 2021.