A Revista Nova Escola enquanto artefato cultural: possibilidades para abordagens da sexualidade e gênero

Conteúdo do artigo principal

Dr.ª Rita de Cássia Petrenas
https://orcid.org/0000-0001-8116-2607

Resumo

Nesse artigo propomos analisar as reportagens sobre temáticas correlatas à sexualidade, publicadas na revista Nova Escola, nos anos de 2018 e 2019, compreendendo o objeto de pesquisa enquanto artefato cultural. Trata-se de uma pesquisa de caráter bibliográfico, utilizando para a análise das reportagens a Análise de Conteúdo Temática. Avaliamos dez reportagens que foi o material encontrado nas revistas sobre a temática pesquisada e podemos afirmar que as temáticas educação sexual, gênero e sexualidades são significativas. Os artigos apresentam uma variedade de assuntos relacionados ao estudo, contudo, observamos que as reportagens seguem as características dos artefatos culturais: textos sucintos, muitas imagens, apontamentos em forma de "receituários", transmitindo a falsa concepção que as mudanças ocorrem de modo simplista, apartadas de reflexões e criticidade.


 

Métricas

Carregando Métricas ...

Detalhes do artigo

Como Citar
PETRENAS, R. de C. A Revista Nova Escola enquanto artefato cultural: possibilidades para abordagens da sexualidade e gênero. Olhar de Professor, [S. l.], v. 25, p. 1–20, 2022. DOI: 10.5212/OlharProfr.v.25.17680.034 . Disponível em: https://revistas.uepg.br/index.php/olhardeprofessor/article/view/17680. Acesso em: 12 ago. 2022.
Seção
Artigos
Biografia do Autor

Dr.ª Rita de Cássia Petrenas, Centro Universitário Central Paulista - UNICEP

Graduada em Pedagogia pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas; Mestrado em Educação pelo Centro Universitário Moura Lacerda e Doutorado em Educação pela Universidade Estadual Paulista - Campus Araraquara. Atuou como coordenadora e professora dos anos iniciais da educação básica pela Secretaria Estadual de Educação de São Paulo ( 1988 a 2020). Atualmente é coordenadora e Professora contratada das Faculdades UNICEP Centro Universitário Central Paulista.

Referências

BANDEIRA, A.; VELOZO, E. L. Livro didático como artefato cultural: possibilidades e limites para as abordagens das relações de gênero e sexualidade no Ensino de Ciências. Ciência e educação, Bauru, v. 25, n. 4, p. 1019-1033, out. 2019. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/1516-731320190040011. Acesso em: 29 set. 2020.

BARDIN, L. Análise de conteúdo. Tradução de Luís Antero Reto e Augusto Pinheiro. Lisboa: Edições 70, 1977.

BRASIL. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2017. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/a-base. Acesso em: 01 fev. 2020.

BRASIL. Secretaria do Ensino Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: terceiro e quarto ciclos: apresentação dos temas transversais. Brasília: MEC/SEF, 1998.

BRASIL. Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Ministério da Educação. Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos. Brasília: MEC, 2003.

CALÇADE, P.; HELENA, T. O duro caminho dos meninos. Nova Escola, São Paulo, n. 322, p. 48 - 51, mai. 2019.

CAMOZZATO, V. C. Sociedade pedagógica e as transformações nos espaços-tempos do ensinar e do aprender. Em Aberto. Brasília, v. 31, n. 101, p. 107-119, 2018. Disponível em: https://doi.org/10.24109/2176-6673.emaberto.31i101.3526.Acesso em : 19/10/2020.

GARCIA, C. C. A escola é o espaço para discutir sobre feminismo. Nova Escola, São Paulo, n. 320, p. 11-15, mar. 2019.

GONZALEZ, M. A quadra também é delas. Nova Escola, São Paulo, n. 310, p. 22-25, mar. 2018.

HELENA, T. De olhos fechados para o sexting. Nova Escola, São Paulo, n. 321, p. 10-11, abr. 2019.

HELENA, T. Elas na história. Nova Escola, São Paulo, n. 320, p. 16-21, mar. 2019.

LARROSA, J. Notas sobre a experiência e o saber de experiência. Tradução de João Wanderley Giraldi. Revista Brasileira de Educação, n. 19, p. 20-28, jan./abr. 2002. Disponível em: http://www.anped.org.br/rbe/rbedigital/RBDE19/RBDE19_04_JORGE_LARROSA_BONDIA.pdf. Acesso em: 29 set. 2020.

LAVILLE, C.; DIONNE, J. A construção do saber: manual de metodologia da pesquisa em ciências humanas. Tradução de H. e F. Settineri. Porto Alegre: Artmed, 1999.

LEÃO, A. M. de C.; RIBEIRO, P. R. M. As políticas educacionais do Brasil: a (in)visibilidade da sexualidade e das relações de gênero. Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 7, n. 2, p. 28-37, 2012. Disponível em: https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=619866405003.Acesso em :19/10/2020.

LOURO, G. L. Gênero, sexualidade e educação: uma perspectiva pós-estruturalista. Petrópolis: Vozes, 1997.

LUBLINSKI, D. Professora de onde vêm os bebês? Nova Escola, São Paulo, n. 317, p. 16-19, nov. 2018.

MAIA, A. C. B. Conceito amplo de Sexualidade no processo de Educação Sexual. Revista Psicopedagogia On Line, São Paulo, p. 1-10, 2010. Disponível em: http://www.psicopedagogia.com.br/artigos/artigo.asp?entrID=1303. Acesso em: 20 fev. 2019.

MINAYO, M. C. de S. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. São Paulo: Hucitec, 2000.

MISKOLCI, R. Exorcizando um fantasma: os interesses por trás do combate à “ideologia de gênero”. Cadernos Pagu, [S. l.], n. 53, 2018. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/cadpagu/article/view/8653409. Acesso em: 15 mar. 2022.

MOREIRA, A. F. B. Indagações sobre currículo: currículo, conhecimento e cultura. Brasília: MEC, 2008.

NOVA ESCOLA.ORG. Nova Escola. Disponível em: https://crbio04.gov.br/informacoes/nova-escola/ Acesso em 20 dez. 2021.

NUNES, C. A.; SILVA, E. A. A educação sexual da criança: subsídios teóricos e propostas práticas para uma abordagem da sexualidade para além da transversalidade. Campinas: Autores Associados, 2000. (Coleção polêmicas do nosso tempo; 72).

PETRENAS, R. de C. O estado da arte sobre as temáticas sexualidade, educação sexual e gênero nos Encontros Nacionais de Didática e Práticas de Ensino – ENDIPE (1996-2012). 2015. Tese (Doutorado em Educação Escolar) – Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Ciências e Letras, Campus de Araraquara, 2015, 322 f. Disponível em: https://repositorio.unesp.br/handle/11449/127959?locale-attribute=en: Acesso em 20/01/2019.

SALAS, P. Depois do esculacho, como fica a vida? Nova Escola, São Paulo, n. 311, p. 10-14, abr. 2018.

SILVA, C. S. F. da; BRANCALEONI, A. P. L.; OLIVEIRA, R. R. de. Base Nacional Comum Curricular e diversidade sexual e de gênero: (des) caracterizações. Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 14, n. esp. 2, p. 1538-1555, jul. 2019. Disponível em: https://periodicos.fclar.unesp.br/iberoamericana/article/view/12051: Acesso em 18/12/2020.

SILVA, T. T. da. Documentos de identidade: uma introdução às teorias do currículo. Belo Horizonte: Autêntica, 2011.

SOARES, W. Não é nada disso que você está pensando. Nova Escola, São Paulo, n. 324, p. 38-43, ago. 2019.

UNESCO. Orientações técnicas de educação em sexualidade para o cenário brasileiro: tópicos e objetivos de aprendizagem. Brasília: DF, 2014.

VIANNA, C. Gênero, sexualidade e políticas públicas de educação: um diálogo com a produção acadêmica. Pro-Posições, Campinas, v. 68, n, 2, p. 127-143, 2012. Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/pp/v23n2/a09v23n2. Acesso em: 20 fev. 2019.

VICHESSI, B. Somos diferentes. Somos iguais. Nova Escola, São Paulo, n. 317, p. 28-37, nov. 2018.

VICHESSI, B. Toda cor, qualquer cor. Nova Escola, São Paulo, n. 321, p. 30-39, abr. 2019.